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Taxa de Mortalidade

Taxa de Mortalidade

Empresas brasileiras. O percentual de pequenas empresas que sobrevivem pelo menos dois anos passou de 51% em 2002 para 78% em 2005, ou seja, 27% a mais de empresas que não fecharam suas portas. Há dois fatores principais e determinantes quando analisadas a melhoria do ambiente econômico e a maior qualidade empresarial, a saber: No ambiente econômico ocorreram a redução e o controle da inflação, a gradativa diminuição das taxas de juros, o aumento do crédito para as pessoas físicas e o aumento do consumo, especialmente das classes C, D e E. Em conseqüência, tivemos um período favorável ao desenvolvimento dos pequenos negócios no Brasil.

Mas outros fatores, relacionados à melhora da qualidade empresarial, tiveram importante contribuição para o aumento da taxa de sobrevivência das pequenas empresas. Os empresários que têm curso superior completo ou incompleto já são 79% do total, e aqueles com experiência anterior em empresa privada subiram de 34% para 51%. Em resumo, temos atualmente empresários muito mais capacitados para enfrentar os desafios do mercado. Por isso o percentual de empresários que identificou uma oportunidade de negócio cresceu de 15% para expressivos 43%.

Esses empresários mais bem qualificados, num ambiente econômico mais favorável, passaram a cuidar melhor das empresas e a desperdiçar menos suas energias com possíveis problemas da conjuntura econômica. O percentual de empresários preocupados com a economia passou de 14% em 2000/2002 para apenas 16% em 2005. Enquanto isso, os percentuais de empresários dedicados aos seus negócios subiu expressivamente. Podemos observar claramente que planejamento nas empresas passou a ser preocupação de 71% dos empresários em 2005 contra apenas 24% em 2000/2002; organização empresarial, 54% contra 17%; marketing e vendas, 47% contra 7%; análise financeira, 36% contra 7%; e, finalmente, relações humanas, 38% contra somente 3% há poucos anos. É uma mudança expressiva, para melhor, na qualidade empresarial. A taxa, medida em 2005, de sobrevivência de 78% ao final do segundo ano de vida das pequenas empresas brasileiras nos coloca entre aquelas observadas num conjunto expressivo de países.

 As estatísticas consultadas mostram, no período de 2000 a 2002: Austrália com 87,6%; Inglaterra com 81,9%; Cingapura com 75%; Estados Unidos com 74% (referente ao quarto ano); Portugal com 72,6%; Itália com 72,4%; Finlândia com 71.3%. Esses mesmos países registravam, na metade da década passada, percentuais entre 50 e 65%. Por exemplo: a Inglaterra registrava em 1995 a taxa de 65,6%, passando para 81,9% em 2003, e Cingapura passou de 62% em 1994 para 75% em 2002. Portanto, a evolução observada no Brasil de 51% em 2002 para 78% em 2005 também havia acontecido em outros países num período imediatamente anterior. Em diversos países começam as iniciativas de pesquisar a sobrevivência de segmentos de pequenas empresas. No Canadá pesquisam-se as taxas de empresas organizadas em cooperativas, nos Estados Unidos, as empresas geridas por mulheres ou por minorias étnicas, na Inglaterra, por microrregiões, e em outros países as empresas inovadoras localizadas em parques tecnológicos e incubadoras ou então os pequenos negócios apoiados por microcrédito.

No Brasil, a atual pesquisa já buscou os dados para cada um dos estados e deve, numa próxima pesquisa, buscar outras segmentações. Isso permitirá aprimorar ainda mais as políticas públicas e os programas de apoio às micro e pequenas empresas.

LUIZ CARLOS BARBOZA
Diretor Técnico do SEBRAE

Altair Alves

Formado em Ciências Contábeis pela Universidade de Santo Amaro, especialista em gestão de pequenas empresas. Possui diversos cursos de extensão nas áreas de contabilidade, Marketing e empresarial.

Diretor comercial da Soluzione Assessoria e Consultoria Contábil, Consultor Especialista em empreendedorismo, gestão, Marketing e Contabilidade para Micro, Pequenas e Médias Empresas.

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